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Estamos em 1970. Em uma pequena escola de música em Pinheiros, um garoto de 12 anos empunha um pesado acordeão, tarefa inevitavelmente difícil para uma criança. Sérgio havia começado a estudar o instrumento por desejo de seu pai, Stephano, que também havia matriculado o filho mais velho, Fernando, nas aulas de violão. Sérgio tentava se concentrar nas teclas e nos botões da sanfona, mas um ruído estridente vindo da sala ao lado chamava demais sua atenção. Uma guitarra. O instrumento ícone de todo um estilo que moldou a música pop e que se concretizaria nas mãos do até então aprendiz de sanfoneiro por meio de sua meia-irmã mais velha. “Ela apareceu em casa com um compacto dos Beatles. Quando ouvi, pensei ‘eu gosto disso, bicho’. Naquela época a gente não tinha liberdade com os pais como vocês têm hoje... não queria magoar meu pai, mas um dia me enchi e disse que não queria continuar com o acordeão”, recorda.
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